sonhos, delirios, palpites, ensaios, visões, opiniões...

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

On Every Street – Dire Straits

Hoje (16/09/2013) fui até o centro de SP de ônibus. No caminho enquanto eu olhava a “paisagem” pensei: Apesar de parecer muito acabado existem novos edifícios residenciais sendo construídos. E não parecem moradias populares (baratas).
Continuando a pensar no assunto concluí que o maior problema do centro de São Paulo é o abandono, já que uma vez abandonado não se desenvolveu direto e acabou sendo mal habitado.
Logo me vieram a cabeça duas cidades Tóquio e Nova York, como elas se desenvolvem em torno do centro. Ou seja como essas cidades consideram o centro como algo a ser preservando e cultivado.
No caso o centro de São Paulo é muito bem servido de transportes, tanto ônibus como metrô. A parte comercial não é ruim, mas ela reflete o padrão dos consumidores da região... em outras palavras é um comércio voltado para o publico de baixo poder aquisitivo que considera primeiro o em preço e não a qualidade. 
E como esse baixo preço atrai mais consumidores desse padrão) existe a necessidade de contratar funcionários para poder servir esse consumidor. Mas essa mão de obra também deve ter baixo custo para não impactar no preço dos produtos. Logo se contrata mão de obra barata, isso de certo modo cria mais consumidores, os quais serão atraídos pelo baixo preço.
Mas o que gera o preço não é só o custo do produto, da mão de obra envolvida e do custo da de localização do estabelecimento, há também o custo do governo ou custo Brasil, mas esse não é o assunto do momento.
Assim o impacto foi que o centro de São Paulo, apesar de ser muito bem servido de transporte, se tornasse bem menos atraente, se tornando o símbolo de que ser popular é o mesmo que ter baixo preço e qualidade duvidosa.
Isso fez com que a cidade se desenvolvesse/crescesse forma nada “correta” dificultando a locomoção para pessoas e objetos. Prejudicando o transporte publico e encarecendo a manutenção da vias para locomoção de veículos.
Uma vez que tenhamos concentrado o comércio (não apenas o popular) juntamente com determinadas residências, consequentemente teríamos formas de lazer e entretenimento, como cinemas e restaurantes, também concentrado.
E com isso o custo de manutenção da cidade cairia, e de certo modo a segurança poderia ser mais concentrada. Atualmente com vários centros de consumo espalhados o custo dessa manutenção deve ser aplicado em lugares e caminhos diferentes, assim como a segurança deve ser espalhada e não concentrada criando despesas em deslocamento e serviços que se repetem em de região para região.
Finalizando eu sei que esta é uma análise, juntamente com uma conclusão feita sem muita profundidade de coletânea de informação ou estudo da mesma. Mas acredito que se ambos fossem realizados chegaríamos a algo semelhante, provavelmente não de realização e conclusão imediata.
Afinal foram anos/décadas estragando essa cidade. A solução com certeza não será algo imediato.

Aliás o povo tem que deixar de correr atrás de soluções imediatas e planejar melhor.

sábado, 14 de setembro de 2013

… and Justice for All – Metallica

Lei e justiça, são a mesma coisa?
Ambas tem o mesmo objetivo?
Ambas são usadas corretamente?
Sobre essa última pergunta já deixo bem claro, depende do ponto de vista. Nesse caso o certo e o errado não é tão claro como a diferença do preto para o branco, tudo depende de algo chamado interpretação. Logo nesse caso se pode escolher uma decisão.
Quanto as duas primeiras já afirmo, muitos interpretam como se fossem, mas elas não são a mesma coisa e com certeza não possuem o mesmo objetivo.
Mas que fique bem claro que não estou dizendo que uma é errada e a outra não, elas são apenas diferentes.
Justiça é algo mais abstrato, em função da situação em que ela é aplicada e interpretada ela pode estar mais perto do certo ou do errado.
Lei é algo mais concreto, são regras, são normas que devem ser seguidas e caso não sejam quase com certeza é considerado errado. Sendo que esta também pode ser interpretada.
Agora por que comecei a fazer essas divagações em meus delírios?
Por está em evidência agora o que deixa claro a diferença entre a lei e a justiça. É o conhecido Caso do Mensalão que pode se arrastar por mais algum tempo, alguns casos podem prescrever devido ao tempo.
Logo vemos claramente a tentativa, talvez com êxito, das leis serem superiores a justiça.
Eu entendo perfeitamente que ter leis é importante, que qualquer julgamento se feito de forma precipitada corre o risco enorme de se erroneamente avaliado e que todos tem direito a defesa.
Mas está bem claro que o fator financeiro, juntamente com a popularidade, está exercendo um enorme poder para inocentar ou reduzir as penas.

Sinceramente é triste saber que eu um país onde muitos são considerados alfabetizados porque escrevem o nome e leem algumas palavras, ainda são campeões de votos como no caso Tiririca. E ao mesmo tempo temos advogados com formação de prestigio encontrando pelo em ovo, para podem inocentar aqueles que desviaram dinheiro que podia ser voltado para educação.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

The Evil That Men Do – Iron Maiden

Na minha sincera opinião existem diferenças, eu diria até enormes de como o Brasil e o brasileiro se enxergam, como acham que o mundo os enxerga de na realidade como é visto.
De forma bem geral o Brasil (assim como o brasileiro, mas não vou ficar me repetindo) acredita que pode evoluir, que está evoluindo e principalmente que muito dos seus problemas na verdade são oportunidades.
O mundo enxerga o Brasil como um enorme ponto turístico que precisa melhorar em muita coisa. Eles percebem que precisa melhorar principalmente quando olham mais perto.
Não é primeira vez que eu falo isso: o brasileiro é muito arrogante. Ele realmente acredita que é merecedor de algo importante, sem nenhuma dúvida é arrogante, também acha que deve se divertir e não se esforçar.
Por isso somos mundialmente a maior seleção de futebol, porque futebol é o esporte nacional, onde cerca de 80% ou até 90% se diverte praticando ou assistindo, ou até mesmo fazendo os dois. (Bom eu não gosto de futebol, eu cago e ando pra copa. Mas sendo sincero eu sou realista)
Caso vocês não tenham percebido, nós temos a maior seleção, mas a seleção é um time onde os escolhidos são meio que obrigados a participar, e apesar de não haver remuneração financeira, existe a premiação a qual podemos chamar de fama.
Mas quando a organização precisa ser mais profissional, os times brasileiros perdem feio para os europeus, lá eles melhores jogadores, melhores estádios, são mais rentáveis. Em outras palavras são mais profissionais.
Por isso que o Brasil não é muito mais que um ponto turístico, onde pode se divertir. Mas ele tenta vender outra imagem.
Em muitos casos os resultados não são muito agradáveis, como essa apresentadora inglesa que veio retratar a TV brasileira e percebeu que o mais explorando é a exposição com apelo sexual das mulheres isso junto com programas que exploram a criminalidade e a violência, A TV Brasileira Vista Pelos Estrangeiros - esse programa é com som em inglês e sem legenda.
De forma geral o povo não sabe, ou não quer saber/acreditar, que o país não é visto como nada além de uma enorme agradável coluna para férias.
Aliás não lembro se já comentei, mas notaram que, exceto pela Austrália, os países que melhor são desenvolvidos não são tropicais?
São países que nevam, que possuem maior dificuldade para que seus habitantes estabeleçam moradia, cultivem vegetais e criem animais para o fim de alimentação. Resumindo são países/lugares mais complicados para estabelecer como habitação.
Assim eles enfrentaram problemas desde seu início, estudaram, descobriram, planejaram como superar os mesmos. Logo as dificuldades trouxeram soluções, e países que não enfrentaram desafios naturais não se desenvolveram corretamente.
Citando um famoso ditado popular: vem fácil, fácil vai.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Sympathy for the Devil – Rolling Stones

Pretendo estimular a raiva popular, e para começar já segue esse vídeo:
Continuando com meu estímulo eu pergunto a indignação que surgiu com esse vídeo, se origina de sua inveja ou de sua raiva?
Explicando:
Raiva – Eles não merecem tudo isso que recebem, é muita comodidade e de certo modo uma ambição popular estimulada.
Inveja – Boa parte da população, quase todos, consideram o principal problema o fato deles receberem muito para não fazer nada, ou fazer muito pouco, e não estar na mesma posição deles.
Muito se reclama, muito se protesta, mas tudo isso é feito para alcançar um objetivo... facilitar a vida. A verdade é cruel, mas o povo de forma geral pede sem saber o que pedir.
A grande maioria acha que produz muito e ganha pouco, e o desejo geral é produzir menos ganhando mais, mas a infeliz verdade é que se produz pouco se orgulha disso, ou não admite.
Como eu disse no texto anterior tudo que povo que é sucesso, riqueza e moleza.
Então surgem reclamações como a citada acima, onde o motivo da reclamação é justo e correto, mas como ela é interpretada e o que ela desperta.
Vamos, me xinguem, é triste mas é verdade. O pior do Brasil é o brasileiro. É chato falar isso, mas vamos pense!
Por um minuto analise o Brasil se excluindo dele. Veja tudo que está errado, todos os “acidentes”, toda a enganação, veja como é o país excluindo os moradores!
Bom o país é um ótimo ponto turístico, quase sem, desastres naturais, dos poucos que ocorrem quase todos são causados pelos brasileiros. Antes que alguém me xingue me refiro a enchentes, muitas ou quase todas ocorrem apenas em territórios urbanos, como consequência de atitudes egoístas ou mal planejadas. Trata-se de um país tropical, que oferece muitas vantagens naturais.
E sendo sincero as pessoas causam toda essa dificuldade. Portanto não adianta reclamar das regalias que os políticos tem, se for apenas reclamar para manter na mesma. Apenas trocar quem recebe o benefício.

A saída ideal seria melhor dividir os recursos, e para ter mais recursos para dividir deveríamos produzir mais. Em outras palavras a saída não está em dividir a recompensa, mas em dividir o esforço.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Lost in the Supermarket – The Clash

Antes de começar meus comentários quero dizer que não tenho objetivo ofender ninguém ou impor a minha opinião. Afinal o mundo é livre logo você tem a liberdade de gostar ou não, assim como eu tenho a liberdade de falar... desde que eu não ofenda ninguém diretamente.
Agora que deixei bem claro que tudo vem não é mais nada além da observação sobre a realidade de uma mente um tanto peculiar.
Contando o que aconteceu... bem eu estava na fila do supermercado, ele tava cheio afinal quarta é dia de feira no Extra, temos muitas promoções de produtos para feiras, e eu fazendo propaganda sem ganhar nada.
E em meio a essas filas para o caixa com muita gente, eu e acredito que muita gente ouve duas senhoras conversando. Uma delas mais velha com seus 50 anos eu acho a outra com algo em torno de seus 30 anos, mãe de uma criança com seus 1 ano de idade.
Na conversa padrão em um supermercado, sendo que quem começou, e falava mais, foi a senhora mais velha. Coisas como que criança linda, etc...
Então vemos a pérola: Bonitinho esse garoto, ele vai ser ator da Globo!!!
Nada contra a Globo, eu não sou um dos muitos fanáticos da emissora, mas ela conquistou o seu lugar. Soube o que o público da época queria e soube oferecer, sim depois ela ganhou poder e passou a influenciar no modo em que as mentes foram formadas. Mas como eu disse nada contra, ela identificou uma oportunidade e soube aproveitar.
Apenas acho que o comentário que ela fez é típico de um povo que deseja moleza, que não basta riqueza que junto com ela o sucesso venha junto. E o sucesso não vem por esforço ou inteligência, vem por exposição, no caso exposição na TV.
Em vez de desejar sucesso profissional como médico, advogado ou engenheiro (as quais são as profissões conhecidas) mas pelo contrário como eu já disse o padrão é sucesso e riqueza sem esforço.
Eu queria estar errado, mas infelizmente acredito que boa parte do povo pensa assim, e sempre lembrando o voto é obrigatório.

Fazendo um trocadilho final, é estamos perdidos... mas nesse caso acho que não é apenas no supermercado.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Run to the Hills – Iron Maiden

Estou usando essa música de título, porque as vezes realmente eu quero fugir desse país pras montanhas, principalmente por causa do povo.
Sim do povo, da mentalidade popular...
Bom agora vou explicar o motivo dessa minha revolta. Eu já disse mais de uma vez que sou a favor da liberdade, e que se você não prejudicar ninguém com seus atos não importa quais sejam.
Apesar de pensar desse modo algumas atitudes me incomodam. Principalmente o fanatismo, pior ainda quando é o fanatismo que eu julgo estupido.
Antes de mais nada quero deixar bem claro que não é todo fanatismo que me incomoda. Afinal todos nós somos fanáticos por algo, temos nossas manias.
Mas desculpem algumas realmente me dão raiva....
Bom mas o que foi??? Calma que vou contar logo após essa enrolada básica.
O que fez despertar meu ódio foi um comentário que ouvi na fila do caixa do supermercado. Na verdade despertar meu ódio é um exagero, na verdade achei uma ação idiota. E infelizmente popular, eu acho.
Naqueles bate papos populares entre duas mulheres na fila no caixa, uma mais velha por volta dos seus 50 anos, e a mãe de um bebê.
Então veio aquele comentário padrão em uma situação como esta: Que garoto bonito!
Em seguida veio o complemento que despertou o meu ódio. Ele é bonitinho, desse jeito vai trabalhar na Globo.
Eu não tenho nada contra a Globo, ela conquistou a posição que tem. Se fez algo errado para atingir o seu objetivo, acredito que todos, ou a maioria, faria a mesma coisa se pudesse. Afinal nossas leis são cheias de brechas, não existe justiça e a honestidade é relativa. (vamos quem quiser me amaldiçoe pela verdade que eu disse)
O trágico não é desejar um trabalho na Globo, o trágico é desejar um trabalho fácil, uma remuneração sem esforço. Em vez de desejar que ele se torne um médico, um engenheiro ou um advogado (estou citado as profissões populares) é desejado um “trabalho” que não vai exigir esforço, que basicamente ele será apenas um frasco para ser enfeitado.
Nesse momento que mais uma vez eu vi que o maior problema desse país são as pessoas, a mentalidade dominante.
Essa mania de vitória sem esforço, que é desejado e festejado.

Realmente muitos reclamam, se manifestam, mas poucos agem.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Com Grandes Poderes, Grandes Responsabilidades – Stan Lee (fala de Ben Parker)

Sim senhores como um Old School Nerd, eu usei uma frase de quadrinhos como título. Mas não se preocupe eu não vou ficar falando de quadrinhos. Como eu fiz no post anterior.
Fazendo uma última referência a quadrinhos, em 1963 em Amazing Fantasy #15 quando essa frase foi criada, talvez os autores não tinham pensado no efeito que poderia ter.
Afinal foi na década de 60, o mundo era maior do que agora – na verdade a velocidade que informação tinha para percorrer tal distância era menor. E nesse momento que foi dita/escrita a frase título, a qual se aplica muito em como a população deveria ser representada e se comportar.
Então comentemos agora o recente fato ocorrido, que foi inocentar um político preso.
Ou seja ele vai ser preso e ainda vai poder exercer seus poderes políticos. Mantendo além desses poderes as despesas que nós contribuintes pagamos.
E tudo isso aconteceu porque?
Basicamente por causa do popular “deixa que eu deixo” ,ou seja muitos políticos para não perder o “benefícios” aos quais tem direito votaram para inocentar o sujeito (já que futuramente poderiam usar esse argumento para solicitar votos que o inocentasse) ou se abstiveram com o mesmo objetivo.
Isso se dever ao poder que a câmara tem do chamado voto secreto. Ou seja aqueles que deveriam nos representar não assumem a responsabilidade de seus atos.
Isso piora por dois motivos:
Primeiro porque a educação precária impede que seja feita uma boa escolha. Uma escolha mais sensata, que melhor possa ser analisada.
Segundo e mais grave é que o voto é obrigatório, em muitos casos a pessoa é incapaz de analisar qual é a sua escolha. Isso combinada com a já citada educação precária e principalmente com a má distribuição de renda gera um verdadeiro comércio, uma troca de apoio (votos) por benefícios imediatos.
Para piorar muito eleitos recebem votos indiretos, devido a uma matemática maluca que é aplicada durante a contabilização dos votos apurados.
Enquanto isso temos o povo orgulhoso de receber a copa do mundo, feliz por receber o bolsa família, que realiza uma manifestação as faz por causa dos R$ 0,20 de acréscimo na passagem de ônibus, mas festeja quando o governo abaixa o imposto dos veículos. Mas isso é outra história.
Agora só devo dizer que o povo se esforça para conquistar objetivos imediatos, sem grande significado.

Esse é um dos motivos que eu não tenho nenhum orgulho de ser brasileiro.